Desafio Literário 2019

Olá pessoal!

Tudo bem com vocês? Quanto tempo? Depois de muito tempo resolvi aparecer e trouxe algumas novidades para esse ano de 2019. Como vocês sabem o blog é embrionário desde 2017 e fiz pouquíssimas postagens nesse tempo. Prometo que a partir de agora as postagens serão mais constantes. E na  primeira postagem do blog no novo ano, juntamente com a minha noiva Daniela, criamos uma meta de leitura nas férias. Quero compartilhar com vocês as escolhas que foram realizadas e as variáveis (categorias kkkkk, não posso deixar de lado o formalismo) que ajudaram a definir um livro por mês:

Janeiro: um livro antigo na estante – O menino da mala (Lene Kaaberbøl e Agnete Friis)
Fevereiro: um livro baseado em fatos reais – Padre Pio – Um santo entre nós (Renzo Allegri)
Março: um livro escrito por uma mulher – Devoção (Patti Smith)
Abril: um livro do autor preferido – Ortodoxia (G. K. Chesterton)
Maio: um livro sobre Maria (Nossa Senhora) – Nossa Senhora Desatadora dos Nós (Coleção Santos da Nossa Vida)
Junho: um livro que você ganhou de presente da namorada – Memórias Inventadas (Manoel de Barros)
Julho: um livro que virou filme ou série – O Hobbit (J. R. R. Tolkien)
Agosto: um livro de um autor nacional – Estranherismo (Zack Magiezi)
Setembro: um livro de história – Volume I e II Winston Churchill (Martin Gilbert)
Outubro: um livro de espiritualidade – A arte de aproveitar as próprias faltas (Joseph Tissot)
Novembro: um livro de ficção científica ou terror: Confissões do crematório (Caitlin Doughty) (Obs: era para ser o Misery do Stephen King, pois minha namorada tinha na biblioteca, mas quando fomos procurar ele não existia mais, SURPRESA! já tinha sido doado, kkkkk).
Dezembro: um Livro de filosofia: A arte de conhecer a si mesmo (Arthur Schopenhauer)

Tenho certeza que essa lista foi a mais eclética que eu já fiz. Se você quiser conferir a listagem de livros da Dani, visite https://bibliotecarialeitora.wordpress.com/ e surpreenda-se. Por fim, agradeço sua paciência e peço sua ajuda na perseverança por aqui.  É um recomeço. Se você desejar comente seguindo essas categorias para compartilharmos como seria sua listagem de livros. Abraços! Até breve…

“Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro.” Henry David Thoreau

Você pode também me acompanhar acessando no:
instagram @submersonaspalavras
skoob: David Parissenti

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Lançamento do livro Submerso nas Palavras!

Olá pessoal!

Venho hoje com uma ótima notícia! Amanhã, dia 18 de março de 2018, estarei lançando meu primeiro livro, “Submerso nas palavras: Orações em poesia”, publicado pela editora Fábrica dos Livros!

O livro é uma reunião de 27 poesias, que nasceram de minha experiência pessoal com pessoas, situações e sentimentos, da época em que morei em Cachoeira Paulista – SP, quando cursava o curso de Filosofia na Faculdade Canção Nova. A obra também é uma forma de evangelização, já que as poesias surgem desse encontro com as pessoas, e um encontro ainda mais profundo com Deus.

O lançamento acontecerá na Igreja Matriz, da Paróquia São João Batista, em Campos Novos – SC, ao final da Santa Missa, das 19h.

O livro também será vendido, após o lançamento, pelo site da Editora Penalux.

Ouça o áudio do reportagem, aqui!

(Resenha) Mistério de Natal – Jostein Gaarder

Oi gente, tudo bem?

O livro Mistério de Natal, do autor Jostein Gaarder (mais uma vez o nome desse autor aqui no blog! Mas depois explico melhor o porquê de ele aparecer), irá nos contar a história de Joaquim, um garoto de cerca de nove anos. Ele e seu pai vão à uma livraria, para comprar um calendário de Natal. Mas esses calendários haviam acabado, já que eles deixaram para comprar de última hora. Na hora que eles saíam da livraria, “magicamente” viram um calendário bem velhinho, o qual Joaquim e seu pai pegaram com permissão do dono da livraria. Esse calendário contava uma história fantástica vinda com figuras de um presépio. Era a história de Elisabet, uma garotinha que se perdeu de sua mãe e acabou se encontrando com um anjo…

Cada pessoa na terra é uma obra única da Criação (p. 105)

Não poderei contar o restante da história, porque é algo gostoso de descobrir no decorrer da história. Só posso dizer algumas coisas que darão motivos para você querer conhecer essa história. O livro é dividido em 24 capítulos, ou melhor dizendo, 24 “dias”. Para explicar melhor, resolvi compartilhar com vocês duas imagens.

Na Noruega, assim como em outros países, temos o que chamamos aqui no Brasil de “Calendário do Advento”. No Brasil esse costume não é tão comum, mas funciona assim: No dia primeiro de dezembro, a criança abre a portinha que tem o número 1 (como as das imagens acima), no segundo dia, a de número 2, e assim por diante. Cada portinha tem uma mensagem, ou um conselho para as crianças. A Dea Camargo (da Comunidade Canção Nova) explica como ela fez o seu calendário nessa postagem. Essa é uma forma muito bonita de viver o Advento, a Espera pelo Nascimento de Jesus.

Impuriel interrompeu: “Mas, embora muitos bilhões de crianças já tenham vivido nesta terra, não há duas crianças que tenham sido exatamente iguais. Não existem dois capins em toda a criação que sejam absolutamente iguais. Isso porque Deus, lá no céu, tem tanta imaginação que de vez em quando essa imaginação transborda, e um pouquinho dela se derrama na terra.” (p. 162)

No livro, Gaarder traz mensagens muito belas para cada dia do Advento. Na realidade, cada entrada de capítulo contém algo inspirador. O autor também nos conta a história de Nicolau, o Bispo de Mira que inspirou o personagem Papai Noel. Se você quiser saber mais, pode acessar também esse site, que traz quase a mesma história do livro.

Disse que iria comentar mais sobre o autor Jostein Gaarder. Como vocês sabem, sou formado em Filosofia. O autor é filósofo também, e escreve livros que têm esse tema, para leigos. São livros de fácil acesso e entendimento. A Daniela, do Blog Bibliotecária Leitora tem um projeto chamado “(Re)Lendo Jostein Gaarder”, que propõe ler toda a obra do autor. Se você quiser saber mais, ler conosco, ou assistir às resenhas que ela já fez, você pode acompanhar clicando nesse link.

Esse livro é ótimo para ler na época do Natal, para também viver o Advento com a leitura. Mas claro, você pode ler em qualquer época do ano.

Título: Mistério de Natal.

Autor: Jostein Gaarder.

Editora: Companhia das Letras, 1998.

Páginas: 263.

[Dia da Mulher] Mulheres Filósofas

Oi gente, tudo bem?

David é formado em Filosofia, para quem ainda não sabe rs (estou falando em terceira pessoa, pois é a Dani novamente – Oi!!). E para homenagear o Dia da Mulher este ano – e mostrar a vocês que não existem apenas filósofos homens, mas mulheres também -, listamos aqui três mini-biografias (e breve bibliografia) para vocês tomarem conhecimento e se interessarem por suas obras 😉  Vamos lá!

Teresa de Jesus (de Ávila)

Teresa de Ahumada nasceu em março de 1515. Teve onze irmãos, e ela era considerada a mais inteligente e agradável, segundo seus pais, e por isso preferida (rs). Com 13 anos perdeu sua mãe, e ao entrar na adolescência, acabou ficando um pouco desorientada, “inspirada” pelos romances que adorava ler. Seu pai acabou vendo-se obrigado a colocá-la no Colégio de Irmãs de Nossa Senhora da Graça. Neste colégio interno, Teresa tornou-se amiga das irmãs, voltando-se novamente para os valores humanos e cristãos. Além disso, despertou seu interesse a começar uma vida religiosa, e a entrar no convento de Nossa Senhora da Encarnação, das carmelitas. Seu pai não estava de acordo, mas Teresa insistiu e e acabou ingressando. Neste período, ficou muito doente e esteve à beira da morte, mas conheceu a misericórdia divina através das orações. Recorreu assim aos melhores teólogos de seu tempo, como S. João da Cruz, S. João de Ávila e S. Pedro de Alcântara. Fundou seu convento em agosto de 1562, e mudou seu nome para Teresa de Jesus. Ao todo, fundou dezessete conventos. Ela era grande estudiosa, e deixou-nos “preciosos livros espirituais, tais como: Livro da Vida, Caminho de Perfeição, Moradas ou Castelo Interior, Livro das Fundações, Poesias, Exclamações, e mais de 500 cartas. O seu conteúdo espiritual e intuições teológicas são de tal maneira profundos que a Igreja a declarou Doutora da Igreja.” (Fonte)

Santa Teresa da Cruz (Edith Stein)

Teresa Benedita da Cruz (ou Santa Edith Stein) nasceu em outubro de 1891 na Alemanha, no dia em que a família comemorava o “Dia da Expiação”, que é uma grande festa judaica. Seu pai morreu quando ela ainda não havia completado dois anos. Sua mãe era muito religiosa, e ainda assim não conseguiu manter nos filhos uma fé viva. Edith começou seus estudos na Universidade de Breslau, no curso de Filosofia. Em 1921, Edith visita um casal, e encontra em sua biblioteca particular uma autobiografia de Santa Teresa de Ávila. Ela lê durante toda a noite e acaba declarando mais tarde que: “Quando fechei o livro, disse para mim própria: é esta a verdade”. No ano seguinte já é batizada e crismada, e em 1932 lhe é atribuída uma cátedra numa instituição católica. Ela então desenvolve uma maneira de unir a ciência e a fé. No período do regime Nazista, a Gestapo invade o convento onde Edith se encontrava com sua irmã, e elas são levadas para o campo de concentração de Westerbork, e depois transferida para Auschwitz. As duas morrem nas câmaras de gás, e em 11 de outubro de 1998 ela é canonizada pelo Papa João Paulo II (Fonte). Alguns livros de Edith Stein: Teu coração deseja mais; A ciência da Cruz; Na força da cruz; A mulher; O mistério do Natal. Livros biográficos: Edith Stein: Uma santa em Auschwitz (de José Alberto Pedra); e Edith Stein: como o ouro purificado pelo fogo (de Elisabeth de Miribel).

Hannah Arendt

Hannah Arendt nasceu em outubro de 1906 na Alemanha e é considerada uma das maiores vozes da filosofia do século XX. Quando tinha sete anos ela perdeu seu pai. Era considerada uma estudante precoce, lendo Crítica da Razão Pura, de Kant, aos 14 anos. Em 1924 ao ingressar a Universidade de Marburg, conheceu e foi aluna de Martin Heidegger. Em 1926 trocou de universidade, indo para a Albert Ludwig em Freiburg. E em 1928 se formou em doutorado com a tese “O conceito de amor em Santo Agostinho”. Em 1933, Arendt se afastou da filosofia para lutar pela resistência antinazista, sendo presa no mesmo ano pela Gestapo. Depois de oito dias na prisão, deixou seu país natal. Nos Estados Unidos, depois de passar por Praga, Genebra e Portugal (e já naturalizada americana em 1951), escreveu suas duas mais imoprtantes obras: “Origem do totalitarismo” (1951) e “Eichmann em Jerusalém” (1963).  Em 1963 Hannah passa a lecionar na Universidade de Chicago, permanecendo até 1967. Depois é contratada pela New School for Social Research, onde permanece até 1975. Ela faleceu em dezembro de 75 (Fonte). Suas principais obras: A condição humana; Eichmann em Jerusalém; Origens do totalitarismo; Sobre a violência; Entre o passado e o futuro.

Listamos aqui para vocês, três mulheres influentes na filosofia. Mas claro que a lista não para por aqui. São muitas, dentre elas, Hipácia de Alexandria, Mary Astell, Rosa de Luxemburgo, Simone de Beauvoir, Susanne Langer, Angela Davis, Mary Wollstonecraft… Busque se informar mais sobre essas mulheres =)

Bom carnaval!

Oi gente, tudo certo?

Apenas um aviso a vocês:

Hoje, sexta feira, dia 24 de fevereiro (de carnaval!), não teremos uma resenha aqui. Tentei colocar uma poesia ou outra publicação, mas não deu tempo. E na terça feira, dia 28 de fevereiro, também não teremos postagem rs. Estou viajando (peço que rezem por essa viagem) neste feriado… Também estou aproveitando, acredito que como a maioria de vocês =)

Bom feriado para todos vocês! E até a próxima semana. Um abraço!

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(Resenha) As Cinco Fases do Namoro – Sandro Arquejada (Parte 2)

Oi gente, tudo bem?

Saiu a segunda parte da resenha do livro As cinco fases do namoro, do Sandro Arquejada, que fiz em conjunto com a Dani, do Bibliotecária Leitora! Dá uma conferida!

Bibliotecária Leitora

Oi pessoal, tudo bem?

Então hoje vamos à segunda parte da resenha do livro As cinco fases do Namoro, do autor Sandro Arquejada, publicado pela editora Canção Nova. Se você ainda não viu a primeira parte, deixo o link aqui. =)  Esta é uma resenha feita em conjunto com o David, do blog Submerso nas  Palavras. Acesse também o blog do David, que nas terças e sextas feiras ele posta resenhas, opiniões e poesias. (Ah, e um aviso: as postagens aqui no blog costumam sair às segundas, quartas e sextas feiras. Mas esta semana teremos na terça feira (hoje! rs), ao invés de quarta, ok?)

E como já estão cansados de saber: quando gosto de um livro, a resenha torna-se quase um testamento haha Então vai lá pegar algo para comer, beber… E volte aqui ❤

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Como pudemos ver na primeira parte da resenha, Sandro dá um “apanhado” geral…

Ver o post original 1.382 mais palavras

(Resenha) As Cinco Fases do Namoro – Sandro Arquejada

Olá pessoal, tudo bem?

Galerinha, hoje de um modo especial, a resenha foi escrita em parceria; e será a quatro mãos. Apresento a vocês um livro que li em conjunto com o Dani, do blog Bibliotecária Leitora. Passamos quase dois meses lendo, compartilhando semanalmente nossas impressões e visitando um pouco das nossas histórias pessoais, agora queremos também compartilhar com vocês. Por isso, a resenha de hoje será um pouquinho diferente. Ah! E esta resenha será dividida em duas partes. A segunda parte, nós postaremos na terça-feira (aqui no blog Submerso nas Palavras, e lá no blog Bibliotecária Leitora).

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As cinco fases do namoro (Canção Nova, 2013, 183 p.) do autor Sandro Arquejada, diferente do que imaginamos ao ler o título, não é um livro escrito somente para namorados; é sim um livro para todos aqueles que pretendem ter um namoro sólido e cristão. Sandro começa nos contando um pouquinho do “Histórico” sobre o namoro, isto é, como era o namoro antigamente, como era tratado no modelo social, não somente no Brasil, mas em outros países também. Além disso, é importante enaltecer que esse livro gera vida e traz memória as recordações da nossa vida afetiva à luz do Espírito Santo.

“Namoro é o tempo que precede o matrimônio, a época de conhecer e amar uma pessoa e preparar-se para o casamento” (p. 24)

Você deve estar se perguntando: “Afinal, o que são essas cinco fases do namoro?”. Vamos chegar lá. O autor, antes de nos expor essas cinco fases, comenta um pouco sobre as virtudes para um bom relacionamento, o famoso “ficar” que é tão comum nos dias de hoje, a castidade no namoro (e os quatro adjetivos essenciais à relação sexual dentro do matrimônio: deve ser livre, total, fiel e fecundo (falaremos mais disso adiante); e as diferentes formas de Amor. Queremos destacar aqui que o namoro e os relacionamentos em geral, dizem da nossa afetividade, ou seja, aquilo que “afeta”, sejam gestos, palavras e ações. E no namoro, caracteriza-se por entrarmos no território santo do outro, sua intimidade.

Particularmente (Daniela), gostaria de compartilhar o livro todo com vocês. Mas ressalto hoje, alguns pontos muito interessantes. Há o que Sandro chama de três virtudes para um bom relacionamento. E são elas:

♥ Paciência: Diante dos conflitos de ideias, é essencial termos paciência. Tudo na nossa vida é aprendizado, e estamos constantemente amadurecendo. Temos de ter uma relação fraterna, e ainda que tenhamos afinidades, sempre há diferenças (afinal cada pessoa tem uma bagagem, um histórico inteiro dentro de si. Ou como costumo dizer, um universo todo!).

♥ Altruísmo: Esta palavrinha quer dizer doar-se ao outro, ser espontâneo na hora de ajudar ao próximo. Esta virtude deve ser utilizada juntamente com a paciência.

♥ Capacidade de diálogo: Não basta o diálogo rs. Temos que ter a capacidade de interagir, compreender e fazermos entender. A comunicação é uma das principais formas de mantermos um relacionamento, seja ele amoroso, de amizade ou fraterno.

Guiados por esses aspectos elencados pela Dani (paciência, altruísmo e capacidade de diálogo), é possível acrescentar que eles se tornam essenciais em qualquer relacionamento seja de namoro, de amizade, pais e filhos. Norteiam o convívio humano. É importante, ainda, observar o tempo de cada pessoa, procurando compreender o seu tempo de evolução. Nem todos nós conseguimos das os passos juntos.

“Castidade não é só exercício de autocontrole, porque seus efeitos também permitem que a pessoa que a vive aprimore sua capacidade de comunicação e de perceber o outro e trazem uma maior noção de complementaridade a um casal” (p. 40)

Sandro aborda também um tema que para os tempos atuais, passou a ser “tabu”: a castidade. Infelizmente, é comum vermos que os jovens iniciam sua vida sexual muito cedo. Isso pode trazer consequências negativas para seu o corpo, seu espírito e psicológico. Por mais que seja um tema delicado, o autor conseguiu desenvolver muito bem e deixar clara a posição da Igreja Católica. Manter-se casto até o matrimônio, além de ser um ato de respeito e doação ao próximo (e consigo), é também uma maneira de alcançar a paz e harmonia de maneira bela e pura.

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É nos explicado que a língua grega classifica o amor através de três palavras: Eros, Philos e Ágape. Eros é o amor romântico (paixão, libido, que expressa desejo e contemplação da beleza exterior); Philos é o amor desapaixonado (como o que sentimos por familiares e amigos); e Ágape é o tipo de amor mais puro e altruísta (que é identificado pela doação total da vida pelo outro).

Não obstante, gostaria de retomar de forma pessoal (David), a realidade dos filtros do amor, tratados pelo autor como adjetivos para que o namoro almeje o matrimônio. O primeiro, “livre”, ou seja, não se prende unicamente por sentimento e instinto, mas sim por vontade e decisão; o segundo, “total”, compartilha-se tudo, desde o sensível até o espiritual, configura-se como uma profunda amizade. O terceiro, “fiel”, estabelece-se uma aliança de amor conjugal. Por último, “fecundo”, não se esgota a comunhão somente no “mundinho” dos cônjuges. Não se fecha somente nos dois, mas estão abertos às amizades, aos familiares e aos filhos futuros.

Destaco o processo de aproximação apresentado pelo autor em três pontos: o primeiro é a atração que pode ser por uma parte do corpo, cor dos olhos, como faz alguma atividade (David: No meu caso foi pela escrita da Dani, no seu blog, depois pelo gosto pela leitura, séries e assim vai evoluindo. Dani: Quando percebi que o David gostava de poesias, leituras, tinha um bom papo… Hum… haha). O segundo ponto é a paixão, que é mais potente que a atração, temos rubor, calafrios (kkkkk), pensamos constantemente na pessoa amada (e aqui não precisa descrever). O último ponto é o encantamento gradual, as vezes àquele amigo, àquela amiga de tempos, que gera a possibilidade: “bem que eu poderia namorar com ele(a)”. Lembrando que pode acontecer ao mesmo tempo e estarem interligados. É salutar também caminharmos no autoconhecimento.

Penso que ficaram curiosos para saber quais são essas cinco fases, certo? Então iremos pedir: podem aguardar até terça feira? =) Então nos vemos, dia 21, às 20 horas. Não se esqueçam: aqui no Submerso nas Palavras e lá no Bibliotecária Leitora. Até mais…

Título: As Cinco Fases do Namoro.
Autor: Sandro Arquejada.
Editora: Canção Nova
Número de páginas: 183.

 

(Resenha) Através do Espelho – Jostein Gaarder

Olá gente! Tudo bem?

Após alguns dias e depois da Dani passar por aqui, retorno amigos com um livro maravilhoso “Através do Espelho” de Jostein Gaarder. (Sei que insistem em dizer que ele é o autor de “O Mundo de Sofia”). E de fato ele é, mas mesmo que não o fosse, o livro que me refiro é uma obra grandiosa não no tamanho e sim na profundidade. É um romance juvenil que conta a história da Cecília Skotbu. (Grave bem esse nome!)

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Antes de adentrarmos um pouquinho no enredo propriamente do livro, preciso fazer algumas considerações: a primeira li o livro com olhos na filosofia e enxerguei em diversos pontos questões pertinentes à área; segunda, questionamentos de origem teológica; e a terceira observei as características peculiares dos personagens.

Bom, vamos à obra…

Houve outra ocasião em que as lágrimas lhe vieram aos olhos quando olhava pela janela. Queria tanto correr lá fora, naquele clima mágico do inverno. Em frente à porta do celeiro, dois passarinhos davam pulinhos para a frente e para trás, numa dança complicada. Cecília começou a rir. Bem que gostaria de ser um passarinho. Sentiu as lágrimas lhe subindo aos olhos. Por fim apanhou uma lágrima com o dedo e desenhou um anjo na vidraça. Quando percebeu que desenhara um anjo com sua própria lágrima, não pôde deixar de rir. Qual era a diferença entre lágrimas de anjo e um anjo de lágrimas? (p. 13).

Cecília está muito doente e a família Skotbu a qual pertence caracteriza-se por ser simples, amorosa e cuidadosa. Tudo se inicia as vésperas do Natal. O coadjuvante principal, o anjo Ariel tem profundas conversas com a Cecília durante todo livro. Ele quer saber sobre as coisas terrenas e das pessoas humanas (de carne e osso), e ela sobre a imensidão das coisas celestiais.

“Cada olho é um pedacinho do divino mistério”, continuou Ariel. “É na visão que o objeto e o pensamento se encontram. É o portal de pérolas entre o sol e a mente. O olho humano é um espelho, onde o espaço criativo da consciência de Deus se encontra consigo mesmo no espaço criado do lado de fora.” (p. 69).

Seus diálogos vão desde a criação, sobre Deus, sobre os anjos, sobre a eternidade, sobre as sensações atreladas aos cinco sentidos, gosto, cheiro… Além disso, sobre mente, pensamento, cérebro, alma e tantos outros questionamentos existenciais. Possui um caráter filosófico e teológico inquestionável.

“Cecília, você também empresta a sua luz de Deus. Você também é um espelho de Deus. Pois o que seria de você sem o sol, e o que seria do sol sem Deus?” (p. 107).

E assim, o enxergar através do espelho é ver como os anjos, as coisas na sua essência, não sujeitas a tempo, as coisas que passam. Por outro lado, há beleza na finitude expressa na vida da personagem principal, seus desafios, sua doença, seu saborear a vida nas pequenas coisas e em família.

“Nós enxergamos tudo num espelho. Agora você teve um vislumbre de como é o outro lado do espelho. Não posso lustrar e polir o espelho inteiro. Se pudesse, você veria até mais coisas; porém, não enxergaria mais a você mesma.” (p. 123).

Não obstante, as características apresentadas por cada um dos personagens podem ser vinculadas a nossa família, de um jeito tão comum, uma mãe pacienciosa e dócil capaz de relevar o temperamento explosivo da filha doente. Um pai prestativo e companheiro em todos os momentos, um irmão (o Lars) pronto a ajudar e assistir a irmã em suas necessidades, inclusive contar sobre o dia-a-dia da casa. E ainda, sua vó, sábia, portadora de palavras profundas que despertam na Cecília o que possui de melhor e seu avô, com jeito único, presença do jeito que só o avô sabe ser.

“Mas isso eu não posso ver, porque agora estou do outro lado do espelho.” (p. 141).

Por fim, o final nos surpreende, mas não irei contá-lo. Apresento somente dois pontos para finalizar. O primeiro é a intensidade com que Cecília vive sua vida na doença, e que trago para nós, com que intensidade temos vivido nossa vida? Estamos a saboreando de fato nas pequenas coisas? Estamos contemplando tudo que existe em nossa volta?  E o segundo, como encaramos as coisas que estão do outro lado, ficamos estagnados esperando a vida passar? Ou de fato procuramos ver a essência das coisas? Ler nas entrelinhas? Perceber o cuidado e o zelo de Deus em tudo? E além disso, o desafio de crer mesmo se questionando é possível? Portanto, confesso que demorei na leitura desse livro, queria saborear cada vírgula, cada letra, cada suspiro. Pois, de maneira simples, num enredo encantador, o autor demonstra a sede do nosso olho interior em tudo, naquilo que pertence à nossa humanidade e aquilo que a transcende. Até mais….

Título: Através do Espelho.

Autor: Jostein Gaarder.

Editora: Companhia das Letras, 2002.

Número de páginas: 141.

A primavera do William

“Num dia tão diferente,
A dor virou semente,
Diante de tanto Amor,
Que demonstrou Nosso Senhor,
Sobre seus prediletos.
O amor os segurou,
Apertou, doeu, quase espremeu,
Acontecido ali,
Mas ninguém quis desistir,
Diante do infortúnio.
Choro da partida,
Que logo em seguida,
Transformou-se em consolo,
Hoje, não há mais choro,
Porque o milagre da vida,
Sorriu de novo.
Estreito a tristeza,
Surge a beleza,
Do cuidado e da grandeza,
Que Deus tem pelos seus filhos,
Não exime da luta,
Não convoca a dor,
Não amacia,
Mas sempre guia,
As estradas do amor,
Passando por sofrimento e dor,
E alcançando o coração de Nosso Senhor;
A alegria da recuperação que antes não vinha,
Floresce como a primavera,
Da esperança de quem desde criança,
Foi escolhido pelo Salvador.
No milagre de cada dia,
Ressuscita a alegria.”

David Vinícius Fagundes Parissenti

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Oi pessoal, tudo bem?
Sim, estou invadindo o espaço do David hoje. Primeiro, deixe-me apresentar. Sou Daniela, do blog Bibliotecária Leitora, e assim como o David eu amo poesias (na verdade, qualquer tipo de gênero literário). Se você não está estranhando tanto esse meu nome por aqui, é porque ele já fez resenha de meu livro (acesse este link), o Causos de ônibus e Outros acontecimentos.

Desculpem a invasão, mas precisamos nos explicar: além de hoje, dia 10, sexta-feira, o David precisar cuidar de seu afilhadinho lindo, e ele não ter tido tempo de postar algo para vocês, de vez em quando eu aparecerei por aqui. Será algo nem tãão rotineiro assim, mas eu virei fazer umas visitinhas. Assim como ele também irá em meu blog me visitar.

Bem, vim comentar um pouco sobre esta poesia que eu gosto tanto. William é um amigo nosso, que há cerca de cinco meses sofreu um acidente de carro. Ficou internado por um tempo e houve uma comoção através das redes sociais pela sua cura. Na época em que aconteceu o acidente, também escrevi para o blog Doença Crônica sobre o ocorrido (leia clicando aqui). O que me chama a atenção na poesia do David é principalmente este trecho:

“Estreito a tristeza,
Surge a beleza,
Do cuidado e da grandeza,
Que Deus tem pelos seus filhos,
Não exime da luta,
Não convoca a dor,
Não amacia,
Mas sempre guia,
As estradas do amor,
Passando por sofrimento e dor, (…)”

Ainda hoje terminei de ler o livro “Padre Pio, lição de sofrimento”, do Frei Francisco M. de Uberaba, publicado no Brasil em 1976 pela Tipolitografia Escola Profissional de Pouso Alegre, Minas Gerais. Uma das citações de Padre Pio era:

“O bebê que se quer desmamar, no princípio se agita, chora e não sabe adaptar-se ao alimento dos adultos. O mesmo ocorre com a alma quando Deus lhe tira o seio, isto é, a doçura para melhor iniciá-la na alimentação mais forte e substancial” (p. 93)

Relacionando as duas citações acima: muito além do sofrimento e da dor, temos que ter em mente que diante de qualquer situação, Deus está conosco nos amparando, guiando cada passo que damos. Ele não irá dar uma luta maior do que temos a capacidade de lutar. Ele sabe até onde podemos ir, e não nos entrega desafios impossíveis. Mas sim nos impulsiona a melhorar como seres humanos.

Mais uma coisa: jamais, em qualquer situação, não nos esqueçamos de agradecer. Agradecer ao próximo, a Deus e às adversidades. Nada neste mundo acontece por acaso, e ser grato é um dos sentimentos mais belos que existem.

Espero que tenham gostado da postagem de hoje. E até a próxima 😉

Experiência no Sertão

Marcado por ser simples,
E essa mesma simplicidade ressoa
No seu povo,
Na fé inabalável,
E suas forças inesgotáveis,
Não tem nada de comum,
Refrigera a alma,
Convida-nos ao encontro,
A subir o monte,
A trilhar o deserto,
Deixar Deus bater na porta do nosso coração
Enquanto nada de tecnológico pode nos distrair
Presente de Deus,
Pois os simples,
Encontram repouso em meu coração.
E a quem ousar percorrer esse caminho,
Difícil, tortuoso, único e longínquo
Um esforço que leva ao infinito amor de Deus,
Com certeza,
Não há arrependimento,
Nem tormento,
Nem você será o mesmo!
Pois onde tudo é simples,
E as pessoas generosas na doação,
Há um Deus que se move
E liberta seu povo,
Não só liberta,
Reconstrói, salva, ajuda, cura
E principalmente ama
De uma maneira única,
A quem é capaz de ir até lá.

David Vinícius Fagundes Parissenti

Olá gente, tudo bem?

O Carnaval está chegando! (kkkkk) Mas o que tem a ver poesia com o Carnaval? Vamos descobrir! A poesia nasceu da experiência de um Retiro de Carnaval em 2015 no Sertão das Hortelãs, na cidade de Rio Claro no Rio de Janeiro. Foram dias intensos, muita alegria, oração e missão. Além disso, nesses dias nasceu meu afilhado e fiquei sabendo só um dia depois porque lá não tinha área no celular. O lugar é marcado por uma simplicidade única, não tem água quente, permanece banho frio, dificuldades com luz elétrica e ainda um fim de semana com chuva torrencial. Reuniu aproximadamente umas 100 pessoas ou um pouco mais. Algumas em alojamento e outras em barracas. Por fim, o que marcou o meu interior naqueles dias foi a profunda experiência de Deus que fiz. Através dos momentos vivenciados e das pessoas com um coração grandioso, que com sua simplicidade, abertura e disposição entraram na minha história. Agradeço a Julienne que me fez o convite para essa grande aventura na fé!